Polícia Federal aperta o cerco e afasta Eduardo Bolsonaro
A Polícia Federal determinou nesta quinta-feira (26) o afastamento preventivo de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão e exigiu que o ex-deputado entregue a arma institucional e a carteira funcional no prazo de cinco dias úteis. A decisão, publicada em portaria da Corregedoria da PF no Rio de Janeiro, marca uma reação direta da corporação às faltas injustificadas do filho do ex-presidente, que segue morando nos Estados Unidos.
O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) apura faltas injustificadas ao posto da PF em Angra dos Reis. Eduardo não se apresentou após a cassação de seu mandato em 2025 — resultado também de excesso de faltas. Mesmo notificado a retornar ao trabalho em janeiro de 2026, ignorou a determinação e permaneceu autoexilado nos EUA, alegando perseguição política.
A decisão da PF desmonta um ciclo de privilégios e impunidade que marcou a trajetória política da família Bolsonaro. O afastamento preventivo é uma resposta ao comportamento reiterado de Eduardo, que tratava o cargo público como escudo enquanto descumpria obrigações mínimas exigidas de qualquer servidor.
Réu no STF e cada vez mais isolado
A situação do ex-parlamentar se agrava com sua condição de réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de obstrução de Justiça e coação. A denúncia aponta que ele atuou para submeter interesses da República a objetivos pessoais e familiares. Mesmo assim, Eduardo segue nos Estados Unidos, sustentando uma narrativa de vitimização que tenta usar desde o fim do governo de seu pai.
O movimento da PF simboliza uma virada institucional: a corporação, por anos pressionada pelo bolsonarismo, agora afirma que ninguém está acima das regras — nem o filho do ex-presidente.
Com o PAD em andamento, Eduardo Bolsonaro corre risco real de perder o cargo público que ocupa desde antes de entrar na política, encerrando um ciclo em que a família tratou o Estado como extensão de seus interesses privados.
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com agências
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